terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

João Paulo Borges Coelho


De seu nome completo João Paulo Constantino Borges Coelho, nasceu em 1955. Filho de pai transmontano e mãe moçambicana, cedo passou a viver com os pais em Moçambique.

Aqui estudou e obteve, posteriormente, um Doutoramento em História Económica e Social, conferido pela Universidade de Bradford (Reino Unido) e uma Licenciatura em História conferida pela Universidade Eduardo Mondlane.

João Paulo Borges Coelho é professor e historiador, lecionando História Contemporânea de Moçambique e África Austral na Universidade Eduardo Mondlane. E mesmo como professor convidado, no Mestrado em História de África da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, João Paulo tem-se dedicado à investigação das guerras colonial e civil em Moçambique, tendo publicado vários textos académicos em Moçambique, Portugal, Reino Unido, Espanha e Canadá.

Em 2003, estreou-se com o romance de ficção «As Duas Sombras do Rio». Em 2004, lançou a obra «As Visitas do Dr. Valdez», no ano seguinte distinguida com o Prémio José Craveirinha, edição 2005, atribuído em 28 de Março de 2006. Este é por sinal o maior prémio da literatura moçambicana.

Em 2005, lançou dois volumes, «Setentrião» e «Meridião», intitulada Índicos Indícios. Retomou à escrita do romance em 2006 publicando a «Crónica da Rua 513.2».
Em 2007 João Paulo Borges Coelho publicou duas obras, nomeadamente, o romance «Campo de Trânsito» e a novela burlesca «Hinyambaan».

BIBLIOGRAFIA
Para além de inúmeros trabalhos de ordem histórica, política e social, publicou:
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AS DUAS SOMBRAS DO RIO
Romance; 2.ª edição, 2010.

Esta é a história de histórias entretecidas. É também uma história de divisões: divisões entre a memória e o presente, entre os deuses e o homens, estas divisões crescem no espaço da grande divisão que omajestouso rio Zambeze cavou, separando o mundo da cobra feminina, milenar e sábia, e o mundo do do leão masculino, jovem e fogoso ― emergindo uma fronteira entre o Norte e o Sul.
Nesta história de guerra e de sobrevivência, de pequenos sinais de humanidade rompendo da violência como plantas rompem as pedras, aparecem o pobre Leónidas Ntsato, que sofre tanto com essa divisão, pois tem apelido de cobra e nome de leão.
Será que os deuses ouvirão as preces dos curandeiros, e deixarão que ele volte a ser um só?
Será que os homens encontrarão na ilha de Cacessemo, meio do rio, a ponte que pode unir dois mundos, o da água e o do fogo?

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AS VISITAS DO DR. VALDEZ
Romance; 3.ª edição, 2010


Tendo como pano de fundo o final de um império e o nascimento de um país, esta é a história do ocaso de duas velhas senhoras e do crescimento de um rapaz. Fechados numa pequena casa, esforçam-se os três ― cada um à sua maneira ― por construir uma família fora do tempo e das convenções. Mas são muitos, e fortes os sinais que entram pelas janelas para dar sabor às suas vidas. Vindos de fora e também de trás do tempo.
Entre um passado denso e um futuro que se é uma incógnita, surge um Dr. Valdez tocando à campainha para lhes estruturar os diálogos.





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ÍNDICOS INDÍCIOS I – SETENTRIÃO
Colectânea de contos; 2.ª edição, 2010

Neste primeiro volume dos Índicos Indícios são visitados cinco lugares do Setentrião moçambicano, e em cada lugar sucede uma estória.Na Ilha de Moçambique há um jovem e devoto alfaiate que borda num pano encantado o itinerário que conduz à pureza.Na cidade da Beira, um povo obstinado navega em barcos encalhados, respondendo com a imaginação e o sonho às prosaicas exigências das autoridades. Na minúscula ilha de Santa Carolina, uma mulher vive um enredo de outros tempos e descobre com horror que há duas portas atrás das quais se escondem negras maquinações. Mais acima, na cinzenta praia de Zalala, inicia-se uma história feita de sangue, um sangue escuro e espesso que escorre pelas estradas sem fim que atravessam a Zambézia. Finalmente, na ilha do Ibo, um homem e uma mulher caminham inexoravelmente para um encontro que nenhum deles sabe que vai acontecer.

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ÍNDICOS INDÍCIOS II – MERIDIÃO
Colectânea de contos; 2.ª edição, 2010.

Este segundo volume dos Índicos Indícios abre com uma aventura passada no extremo sul, onde acaba a terra conhecida. Alguns náufragos desesperados e exangues defrontam os da terra, chefiados pelo férulo Guijana, o homem dos três dentes. Felizmente que há um chá misterioso para serenar os ânimos.
Murmúrios da costa moçambicana, na sua parte meridional, assim se poderia chamar este segundo volume das estórias que João Paulo Borges Coelho.São descrições de acasos, tentativas de desvendar os segredos do litoral de um país novo, ainda em construção, desde que Eduardo Mondlane e Marcelino dos Santos se deram a essa tarefa. Náufragos da Ponta Tandje, bebendo estranhas infusões, gentes complicadas do Machangulo, disfarçando as palavras que existem «na tentativa de passarem por inventores», incidentes que podem ser presságios, cheiros da terra africana, de tudo isto se faz a escrita do autor de As Duas Sombras do Rio e As Visitas do Dr. Valdez. [...]Jorge Heitor, in «Mil Folhas».

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CRÓNICA DA RUA 513.2
Romance; 2.ª edição, 2009.

Umas vezes deserto inóspito, outras um mar revolto, a Rua 513.2 oscila de um extremo ao outro sem encontrar serenidade. Todavia, se fosse tirada uma média a esses dois estados ela não passaria de uma rua normalíssimaNa Rua 513.2, o Inspector Monteiro, o Doutor Pestana e dona Aurora, o mecânico Marques, a velha prostituta Arminda de Sousa e alguns outros, emergem do passado para interferir nos dias dos vivos. Por outro lado, sob o olhar atento de Filimone Tembe, o Secretário do Partido, esses mesmos vivos fazem o que podem para que as suas vidas avancem. Vendem enquanto há o que vender, como o louco Valgy ou a incansável Judite; apelam ao conselhos de retratos pendurados na parede, como o empresário Pedrosa, pescam peixes forjados, como Teles Nhantumbo; lêem cadernos que escondem histórias de outros tempos enquanto reparam automóveis quase inexistentes, como Zeca Ferraz; combatem no mato, como o Comandante Santiago; ou distribuem pelos vizinhos aquilo que lhes chega às mãos, como Josefate Mbeve, que no fundo segue à risca as directivas do Presidente Samora Machel e tenta fazer do socialismo uma realidade. Até que um dia chegam novos fantasmas para ocupar o lugar dos antigos, e as coisas começam a mudar.
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CAMPO DE TRÂNSITO
Romance; 2.ª edição, 2010.

Mungau é detido e levado para o Campo de Trânsito, onde fica a aguardar transferência para um lugar definitivo. Será que a escolha desse lugar depende de algo que Mungau possa fazer? Ou, pelo contrário, o seu destino está marcado de antemão? Afastado do futuro por incontornáveis circunstâncias, também no passado Mungau tem dificuldade em achar o seu lugar. Enquanto aguarda, esforça-se por descobrir as relações que os que o cercam estabelecem entre si – o Professor e a sua esquiva mulher, o Chefe da Aldeia, a Desengonçada Garça, o enigmático Vendedor de Chá e o cortejo de feirantes e artistas que ali chega uma vez por mês anunciando os seus produtos e atirando ao ar as suas bolas coloridas – uma complexa teia gerida com mestria por um incansável Director.Ao mesmo tempo, Mungau aprende que nada é mais relativo que os conceitos de justiça e liberdade.Entretanto, o tempo escasseia e os acontecimentos precipitam-se. Os ventos da floresta trazem dados novos e não é certo que o pequeno Campo de Trânsito consiga inseri-los no ramerrão do seu funcionamento diário.

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HINYAMBAAN
Novela Burlesca; 1.ª edição, 2008.

Para as famílias Odendaal e du Plessis aproxima-se a costumada e conjunta viagem de férias. Mas, este ano, à última da hora, os du plessis, sabe-se lá por que motivo, decidiram não viajar...
Nada que impeça o casal Ondendaal e os seus dois filhos de partir para «Hinyambaan», com toda a bagagem necessária, no seu velho Corolla.
A viagem da África do Sul para Moçambique, na companhia de Djika-Djika, um jovem da comunidade local, expedito e arguto, a quem dão boleia a meio do percurso, promete ser atribulada e emocionante...
Será que chegam a Inhambane para as tão desejadas e repousantes férias?...





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BANDA DESENHADA

Akapwitchi Akaporo. Armas e Escravos
Maputo, Ed. do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1981.

No Tempo do Farelahi
Maputo, Ed. do Instituto Nacional do Livro e do Disco,



2 comentários:

  1. Votos de Feliz Natal e prospero 2011. Os vossos livros tem capas de rara beleza, parabens.
    Namibiano Ferreira

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  2. Olá! Gostaria de saber se é possível comprar algum livro de vocês por remessa internacional para o Brasil. Estou interessando em um romance do João Paulo Borges Coelho.

    Grato!

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